Um dia de Trabalho

     Muitos clientes e amigos tem curiosidade de saber como funciona nosso dia e rotina de trabalho, certo? Uns acham que é só festa, outros acham que é problema, etc... então resolvi postar esse assunto sobre um dia de trabalho, assim vocês conhecem um pouquinho da nossa rotina, de como nos comportamos e o que passa na nossa cabeça nesse dia tão especial que é o casamento... vamos lá...




Sábado, um dia qualquer de março...


6h30

Meu Deus! E não é que o dia amanheceu nublado? Será que vai chover na hora da cerimônia? Como farei com o cortejo? Nem posso imaginar nos pais, padrinhos e noivos andando ao ar livre, por oito metros até chegar ao local da cerimônia. Sempre falo que algumas economias não compensam, mas... Agora não é hora de lamentos, preciso me arrumar, fazer um make (afinal, não é porque o buffet estará fechado que eu não preciso estar bem apresentada. Sabe-se lá quem estará no local... ).

8h30

Nossa, será que cheguei muito cedo? Que nada! A mãe da noiva já está no espaço com outras mulheres da família. A noiva ainda não caiu em si que já estamos no Dia D e que dentro de 6 horas ela estará pisando no carpete vermelho dizendo sim para o homem com quem passará o resto da noite... 

9h30

Hora de cumprimentar todos os fornecedores e colaboradores, sem eles, meu trabalho é nulo. Então preciso de muita cortesia para conseguir com que todos trabalhem em prol de um bem maior. Percebo uma gritaria, alguém está estressado por conta de mal uso do espaço, com toda calma, pergunto o que está acontecendo e como podemos resolver o problema. Minha voz é baixa, logo, o tom o interlocutor vai diminuindo e achamos uma solução boa para todos.

10h30

Passadinha na suite da noiva para ver se está tudo bem. Encontro a mãe da noiva muito nervosa, uma pilha. Colocando todos em ponto de alerta. Sento junto, converso, faço ela perceber e sentir o quão importante é a data e o quanto sua filha precisa de ajuda , paz e confiança... Consigo uma redução no nível de adrenalina... Desço, preciso recepcionar a equipe. Fazemos uma reunião, alinhamos o discurso, passo as tarefas para cada uma. Agora com a equipe reforçada: o céu é o limite!
10h40
Ligação para o noivo, que decidiu ser responsável por entregar os bem-casados no espaço. Disse que ia esperar pela mãe, sugeri que ele viesse antes e que a mãe fosse com outra pessoa da família. Sugestão aceita! Continuamos a coordenação do espaço, flores, cestas das floristas, buque, guardanapos, montagem de mesa! Ufa... São tantas coisas... Meu Deus! Já são quase onze e meia... 

11h30

Noivo chega, minha equipe ajuda na montagem da mesa dos bem-casados enquanto dou uma checada na roupa, cabelo, maquiagem e unhas dele! Acompanho-o pelo espaço, explico como tudo irá acontecer, fazemos um tour e mostro que tudo está em perfeita sintonia com o cronograma.

Sugiro então que ele envie um bilhete à noiva e ele escreve... Entrego a mensagem (sinto-me como correio elegante!rs) todas as mulheres da família param e a noiva lê com a voz embargada.... O clima de romance está no ar!


12h00

Estamos a uma hora e meia da entrada da noiva.... Alguns detalhes sendo finalizados, muita tensão no ar, sobe, desce, arruma, resolve, pergunta, responde... Chegam alguns convidados .. Não podem entrar, o espaço abrirá somente à 12h30, está no contrato! Converso, peço... Consigo com que entrem e peço para que fiquem no louge enquanto terminanos. Ufa! Regras são regras e temos que respeitar os contratos...

12h30

Abertura dos portões, os convidados chegam. Parecem que todos combinaram de chegar ao mesmo tempo! Lista de presença, fotolembrança, recepção ufa! Deixo minha equipe coordenando esta fase e vou atrás do juiz de paz... A uma hora da cerimônia e ele ainda não chegou... Hum, ok, disse que está a 20 minutos.
Hora da Noiva se vestir...Peço a todas as mulheres da família que deixem o ambiente e se preprarem para iniciarmos o cortejo. Chamada de padrinhos.... Faltam dois casais. Ligo, estão bem pertos...

12h45

Juiz de Paz chega...Terminamos de arrumar a noiva... Agora ela percebeu que o dia chegou. Está uma pilha de nervos e começa a perguntar como segura o buque, o que vai acontecer, se o salão está cheio, se a decoração ficou boa... Vejo seus olhos se encherem de lágrimas... Os meus ficam iguais... Está chegando a hora da nossa despedida?

Digo a ela que está tudo impecável... Que chove, mas que organizamos uma entrada onde o cortejo não se molhará e que chuva em casamento é sinal de muita felicidade, sinal de que o casal viverá juntos para sempre.


Olho em seus olhos, aviso que vou descer e formar o cortejo... Ela respira fundo....


13h15

Todos os padrinhos chegaram, passamos as instruções... Muita ansiedade no ar.. Todos querem saber de que lado ficam, quem entra com quem, quem entra primeiro... Percebo a mãe do noivo muito emocionada, quieta, concentrada, dou-lhe um abraço e digo que ela está de parabéns.. Tem um ótimo filho e vai ganhar uma filha maravilhosa! Vou até a mãe da noiva... Peço para ela respirar... Dou um abraço e pergunto se podemos começar... Após sua ordem... O cortejo sai....
Noivo ansioso... Feliz...

13h30

A noiva surge .. Toda atenção voltada para ela... Seu pai vai ao seu encontro, ela sorri... Treme... Se posiciona no começo do tapete verde... Desejo-lhe boa sorte... e digo: Chegou o seu grande dia!!!!

Choro... Sempre choro...


E ela segue segue seu caminho... Em direção à uma nova vida... Deixará a casa dos pais a companhia diária de uma irmã maravilhosa ... Para construir uma família e viver ao lado do homem que ama...


O noivo nos emociona... chora muito ao abraçar o pai e os irmãos... momento de pura emoção... sentimos como se o coração fosse sair pela boca... todos choram... todos se emocionam...


Fim da Festa

Com uma decoração impecável, boa música e comida, a festa flui... havia uma energia boa no ar e os convidados se sentiram à vontade. A festa transcorre até 18h... Minha equipe se despede dos noivos, familiares e fornecedores... com a alma realizada e os pés esmigalhados. Vamos para casa...                

                                                                                                          (texto: Mônica Lourenço)

Damas ou Demoiselles

Na dúvida??? Então vamos ajudá-las meninas...

     Nos EUA e na Europa existe uma tradição de que as amigas mais próximas da noiva são suas damas (bridesmaids ou demoiselles). E aqui, nossa cultura é outra, lá não há padrinhos de casamento (casais). Lá a noiva chama suas melhores amigas para serem Madrinhas (bridesmaids), e a amiga mais próxima recebe o cargo de made of honor (madrinha de honra). E o noivo chama seus amigos para serem groomsmen e best man (no caso do melhor amigo).

     E, como essas tradições já chegaram no Brasil, os casamentos brasileiros incorporaram as demoiselles em seu cortejo. Só que isso não aconteceu com os homens (acho que anda faltando melhores amigos heim? rsrsrsr...), a tradição só inclui as damas adultas.
Como no nosso cortejo aqui é adaptado para a participação das demoiselles???
Acontece assim:  Quando se tem crianças no cortejo, além das demoiselles, entram primeiro as crianças, depois as demoiselles em pares. E logo a noiva.
Se não há crianças no cortejo, a entrada das demoiselles acontece depois da entrada do noivo e antes da noiva, com uma música própria pra sua entrada.
     As demoiselles usam vestidos iguais (ou semelhantes) e entram sempre com um buquê em mãos. E o buquê delas deve ser igual entre si, mas diferente do da noiva.
Para se inspirarem mais, aqui vai algumas fotos de modelo:


Fazer ou Não lugares Marcados

     Outro dia recebi um e-mail de uma noiva precisando de uma solução para o problema: como reservar os lugares nas mesas para o casamento sendo que pais são separados e não se dão, pessoa X não pode ficar perto da Y, pessoa Z tem que ficar longe da W mas perto da Y… a solução é não fazer mesas reservadas!
     A gente passa horas nos blogs americanos vendo aquelas mesas com lugares marcados para cada convidado, sempre de forma criativa, e queremos implementar por aqui, mas o fato é que para a maior parte dos nossos casamentos não combina: não faz parte da nossa cultura, as pessoas não gostam de ser mandadas onde sentar, invariavelmente as pessoas vão acabar mudando de lugar durante a festa, vai ter os que ficarão chateados com os noivos por estar num lugar “ruim”, vai ter a tia brava porque achava que tinha que sentar junto na mesa dos noivos e aquele casal de amigos que brigaram no dia anterior e vão precisar sentar separados, fora que você vai precisar de mais recepcionistas para encaminhar cada um para seu devido lugar, já que as pessoas não estão acostumadas a procurar e respeitar seus lugares sozinhas.
    Já para casamentos mais clássicos e com serviço à francesa, em que os convidados passarão mais tempo sentados comendo, pode fazer mais sentido ter mesas reservadas, assim como mini weddings e jantar de noivado.
    Daí lembrei deste post da Suzana Galvão no blog Cultivando Elegância sobre o assunto, que vale a pena ler. Ela ainda nos lembrou de que a mesa dos noivos e família, mesa enorme e lindamente decorada, normalmente fica a maior parte do tempo vazia, já que estas pessoas ficam circulando pela festa o tempo todo. No casamento da filha dela não teve mesa reservada pra ninguém, e quando perguntam onde sentar, ela respondia “em qualquer uma, fique à vontade” – como não amar??
     Na maioria de casamentos mesmo os noivos pedem para ter mesas ao lado da pista reservada para os padrinhos, mas tem vezes que ficou vazia o tempo todo já que os padrinhos ficaram literalmente o tempo todo na pista – se uma mesa ficar vazia por 40 minutos, peça para a assessoria tirar a plaquinha de reservado e liberar a mesa, muito mais bacana! Na dúvida de como reservar lugares, não reserve. Na maioria das vezes uma boa festa é uma festa com menos regras.



Cerimônia de Colação de Grau

     Devido a grandes pedidos de ajuda estou postando alguma coisa sobre Formaturas, ok? Podem procurar pelo tema nos marcadores que ficara mais facil de achar esse tem.
Hoje vou postar sobre a colação de grau, espero ter ajudado. Vamos lá:


Trata-se de um conjunto de normas estabelecidas com a finalidade de ordenar corretamente o desenvolvimento de qualquer ato solene ou comemoração pública que necessite de formalização, ou seja; procedimentos como disciplina, hierarquia, ordem, elegância, respeito, bom senso, bom gosto e simplicidade que os profissionais de cerimonial seguem durante a organização e realização de atos, públicos ou não.

A palavra cerimonial vem do latim caerimoniale e refere-se às cerimônias religiosas. Desde a Antigüidade, há regras de cerimonial consuetudinárias nas organizações tribais. As cortes fixaram-nas em padrões rígidos.

A tendência atual é pela simplificação. Muitas regras caíram em desuso, outras são simplesmente ignoradas, devido, principalmente, à massificação dos costumes e do consumo.

O cerimonial privado inclui as normas consuetudinárias vigentes na sociedade e as normas observadas nos serviços de relações públicas, que muitas vezes desempenham atividade de cerimonial.

Desde 1972, o cerimonial, no Brasil, é regulamentado pelo Decreto 70.274, que contém normas de cerimonial público e ordem geral de precedência. Estas normas orientam as solenidades deste fim de século, considerando suas tradições, porém ajustando-as às características de nossa época.

O MESTRE-DE-CERIMÔNIAS

O Mestre-de-Cerimônias é o condutor do evento. A ele compete conduzir, com segurança, o evento, do início ao fim; anunciar o roteiro que foi traçado pelo Chefe do Cerimonial, em boa postura e com voz firme.

A função desse profissional é ordenar e orientar a cerimônia. Em determinados tipos de solenidades, é comum usar um casal para conduzir o evento, visto que, assim, a dupla poderá dividir listas de nomes a serem chamados (agraciados, formandos, etc.), tornando a cerimônia mais atraente. Pode também o Mestre-de-Cerimônias elaborar a relação com os nomes das autoridades presentes, identificar e confeccionar as nominatas com os nomes das autoridades que deverão ser citadas pelo presidente ou anfitrião da solenidade, conferir o som, orientar as recepcionistas quanto à formação da Mesa, coordenar os garçons no serviço de água para Mesa e conduzir a cerimônia com bom desempenho.

OUTORGA DE GRAU

A Cerimônia de Outorga de Grau é a mais importante de uma universidade, pois representa a conclusão de anos de trabalhos acadêmicos de professores e estudantes. É um ato oficial e deve ser conduzido pelo Cerimonial da Universidade ou algum outro contratado pela turma, já que exige protocolo especial.

OS DISCURSOS

Todo discurso deve ser escrito previamente, para evitar de confiar na inspiração do momento diante do público. Mesmo as pessoas experimentadas na arte de falar em público devem preparar seu discurso e, se preferem deixar a impressão de que estão falando de improviso, devem decorar trechos mais importantes ou o texto integral do discurso. Ou, ainda, deve-se, pelo menos, memorizar alguns recursos de estilo tais como comparações, metáforas, citações e exemplos que serão utilizados.

Os melhores oradores sabem empregar recursos de tribuno tais como a dúvida, a interrogação, a ênfase, os estados emocionais de euforia, tristeza, desafio, louvação e protesto com a adequada entonação e vibração de voz controlada tanto no timbre como no volume.

O bom discurso deve ser curto, sucinto, sereno e objetivo. Sua duração deve se orientar pela expectativa que se cria. Um discurso de formatura (orador, patrono ou paraninfo) deve ter duração de até cerca de cinco minutos, tempo suficiente para que o orador esgote os assuntos já tradicionais desse tipo de intervenção oral.

Tradição do Bouquê de Flores


     Os buquês surgiram na Grécia Antiga, quando era comum a noiva fazer o trajeto até a igreja a pé. Durante o caminho elas recebiam ervas e temperos para trazer sorte e felicidade. Naquela época, as pessoas acreditavam que esses presentes trariam a certeza de uma união duradoura e bons fluidos para o casamento. Quando chegavam à igreja elas já tinham em mãos um buquê, e cada um dos presentes tinha um significado diferente.

     Hoje em dia, é comum presentear pessoas queridas com buquês de flores, e muitas pessoas gostam de manter arranjos em sua casa. Alguns arranjos são verdadeiras obras de arte. Quando escolher um arranjo de flores para presentear, é preciso levar em consideração alguns aspectos:

Se o arranjo for feito com flores cortadas, deve ser colocado um “tijolo de floricultura” nele para garantir que ele permaneça bonito, mesmo que demore algum tempo para ser entregue. E após recebê-lo é importante que a pessoa corte os talos na diagonal com o auxílio de uma tesoura, e coloque cubos de gelo na água. Isso fará com que o arranjo dure mais.

      Se o arranjo for feito com flores plantadas, deve-se tomar cuidado, verificando se o vaso está fixado corretamente na base do arranjo e se a terra está úmida. Além disso, é importante observar se o mesmo vai permanecer dentro de uma residência. Neste caso, deve-se evitar escolher flores que precisem de muita luminosidade, para que o arranjo dure por mais tempo.

     Em aniversários, casamentos, dia das mães. Não importa a data, O buquê de flores é sempre uma ótima opção de presente para quem quer agradar e ser lembrado com carinho. Flores simbolizam felicidade, desejo de união duradoura. Um presente que agrada os olhos e toca o coração de quem o recebe. Sendo assim, escolha sempre os melhores arranjos, levando em consideração todos os aspectos necessários para que seu presente perfume e alegre a vida das pessoas que você admira.



Como surgiram as Alianças

   
     Provavelmente as alianças surgiram através dos Gregos e Romanos, possivelmente dos Hindus.
Costume que simbolizava o casamento por meio de um anel de forma circular, a unidade perfeita sem começo e sem fim representando o amor contínuo, simplicidade, fidelidade e afeto entre o casal emocionalmente envolvidos compartilhando sonhos, alegrias e percalços da vida cotidiana e que acompanharão o casal nessa nova fase de suas vidas, eternamente juntos.

     Uma outra curiosidade é que os Romanos acreditavam que no quarto dedo da mão esquerda passava uma veia diretamente ligada ao coração e, por isso, até hoje, é onde a aliança deve ser colocada.

     As civilizações antigas usavam uma semente chamada “carob” que é um derivado da palavra carat que significa em português quilate para calcular o peso dos diamantes, pois esta semente equivalia a um quilate.

Fonte: http://www.artigos.com

Curiosidades sobre Formatura


     A formatura universitária é um evento tradicional, que marca o final de uma etapa de vida. Mas cada vez mais os formandos inovam, para deixar as comemorações com a sua cara. A combinação clássica, composta de cerimônia mais recepção mais baile ainda é a mais procurada. Mas tem gente celebrando com festa rave, fazendo viagens e até deixando o dia passar em branco.

A Importância do Anel na Formatura:

Assim como no casamento entre duas pessoas, na formatura a utilização do anel também é regida
por crenças e rituais a serem respeitados e seguidos.

De acordo com os orientais, o anel de formatura deve ser utilizado pelo formando no dedo anular para atrair energia positiva, garantindo assim, reconhecimento profissional e prestígio. Essa crença se explica devido os orientais acreditarem que os dedos, tanto das mãos, quanto dos pés, tem uma ligação à outra parte do corpo, por meio de um meridiano, como no caso do chacras, que é responsável pela concentração de energia no corpo. A cultura oriental também explica que o dedo anular é regido pelo Sol, planeta associado ao brilho, ao esplendor e ao sucesso pessoal e profissional.

O Uso da Beca:

Devido a se tratar de um acontecimento solene, é obrigatório a utilização de vestimenta apropriada, devendo essa, ser a Beca, que quando completa é composta por capelo (chapéu) acompanhado de pingente que deve ser posicionado do lado esquerdo; o símbolo do curso ou da instituição; capa, vestida sobre a beca; faixa, também sobre a beca, na altura da cintura.

Diferença entre BECA e TOGA:
Muitas pessoas e formandos pensam que Toga e Beca são sinônimos, entretanto, a "TOGA" passou a designar preferencialmente) as vestes dos juízes no exercício de suas funções litúrgicas; a palavra "BECA" a substituiu para indicar as vestes de advogados, defensores públicos, promotores etc., estendendo-se também, não mais aos formandos de Direito apenas, mas aos formandos de qualquer curso.

Quem inventou o vestido de Noiva???

     

     As uniões e casamentos acontecem desde que o mundo é mundo e existem relatos bíblicos sobre essas cerimônias e seus rituais, em que a noiva sempre vestiu algo especial. Mas o casamento como instituição de direito, com garantias de lei, celebrado diante de testemunhas e na presença de juízes, nasceu provavelmente na antiga Roma. Já o vestido de noiva como o entendemos hoje, branco, com véu e grinalda, tem história muito mais recente.

     A história do vestido está ligada à própria origem do casamento, que surgiu com o objetivo de legalizar uma unidade familiar, seja para a legitimação dos filhos e da herança, o estabelecimento de alianças entre famílias e clãs ou a reunião e troca de bens e riquezas. Por isso, esqueça a visão romântica. Vale lembrar que em alguns povos o casamento era um ato mais comercial que de amor. Durante muito tempo, e por sua importância socioeconômica, foi considerado impróprio deixar os corações falarem mais alto.

     A cerimônia do noivado também era frequentemente celebrada com uma solenidade comparável à do casamento e o contrato especificava detalhadamente os deveres e responsabilidades das partes. Em muitas culturas era firmado não entre os noivos, mas entre os pais, que respondiam por seus filhos ainda pequenos ou nem mesmo nascidos. Esse costume perdura ainda hoje entre alguns povos, como acontece na Índia. Já o vestido de noiva tem uma história bem recente.

      De início, as cores eram variadas, contanto que os vestidos fossem suntuosos, luxuosos. Até porque o casamento era visto como um arranjo comercial e o vestido da noiva servia justamente para mostrar à sociedade que as famílias tinham posses. "Os vestidos podiam ser de qualquer cor, inclusive muito se usou vermelho em épocas mais remotas, como na Idade Média (entre 476 d.C. e 1453 d.C.) e em culturas diferentes, como no Japão, Índia e China", conta Míriam Costa Manso, professora do curso de Design de Moda da UFG (Universidade Federal de Goiás). A discrição nem sempre foi sinônimo de bom gosto na moda, tanto que a noiva romana, por exemplo, podia usar um véu vermelho escuro, quase em tom de vinho, sobre uma túnica amarela cor de açafrão. Na Grécia antiga, as mulheres usavam cores escuras, inclusive estampados.

     Já o preto predominou na alta Renascença (século XVI), entrando no período barroco (século XVII), diz Míriam, que ensina história da moda. Foi a época em que a Espanha ganhou primazia nos costumes europeus, e a cor mais propícia para se apresentar em uma sociedade extremamente religiosa, inclusive para as noivas, era o preto. Esqueça o bom e velho preto básico, pois as vestimentas eram pesadas e luxuosas.

     Sobre a origem do vestido branco, não há consenso. Registros indicam que a rainha Mary Stuart, da Escócia, foi pioneira e aderiu ao branco no século XVI. Uma das explicações para a escolha foi que Mary Stuart fez uma homenagem à família Guise, de sua mãe, que tinha a cor branca no brasão.

     Outro relato é sobre o casamento da rainha Maria de Médici, da França, no século XVII. Natural da Itália, Maria usou uma vestimenta branca, com detalhes dourados e com decote quadrado, causando rebuliço na corte francesa. Diz-se que, apesar de ser de tradição católica, ela se rebelou contra a estética religiosa que indicava o uso de cores escuras, geralmente preto, e vestidos fechados até o pescoço. Michelangelo atribuiu o branco do vestido de Maria de Médici à pureza da moça, que tinha apenas 14 anos.

     Mas o amor romântico faz com que muitos atribuam a origem do vestido de noiva branco à rainha Vitória, da Inglaterra, no século XIX. Isso porque ela foi uma das primeiras nobres a se casar por amor e em um esplendoroso traje, com vestido e véu brancos e sem coroa, o que também foi inédito.
Por ser uma rainha, foi ela quem pediu o marido, o príncipe Albert, em casamento. Depois que o marido morreu, a rainha Vitória só usou preto, por isso se associa a época vitoriana a essa cor, conta Míriam.




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